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domingo, 10 de abril de 2016

palavras Palavras palavras

Saio da caverna de Platão
e a luz é tão intensa, que a cabeça baixa
enquanto a sombra se alonga
e há esquerda e há direita
no equilíbrio de uma linha estreita.

Espelhos quietos, espelhos luz e cor
de onde vem a cor, a luz?
Espelhos luz e cor, que fogem
de quem fogem? Espelhos emprestados
à luz de todos, que ninguém agarra.

Linhas como seda fina ganham cor
como poesia de a sentir noite e dia
unindo espaços, unindo sensações
quebrando lentas, este mar de areias
finas e guardadas, eternas orações.

Palavras leves arredondam o silêncio
crescem como linhas entre margens
erguem arcos de pensar e meditar
depois repousam, depois regressam
sempre leves no arquear da poesia.

Pequenas palavras, que crescem sentidas
unem vazios, espaços como ecos
de nem eles se repetirem,nesta mudança
em que tudo permanece igual
de nunca o ser, de ser sempre, diferente.



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