Metamorfose de um tempo
larva
espaçado como ritmo vivo
transforma
luz que na sombra se alonga
longa
borboleta inicio de ser fim
cadeia
desta melodia dos instantes
desenrolada
sempre nova renovada
cansada
em cada mosca rã mariposa
sonho
que pousa nos instantes todos
presente
que o tempo engole e devolve
igual
de ser sempre de quem sente
diferente
a volta que anda sem dono
espaço
de pertencer luz de ser para ser
sombra
as palavras rebolam pedras
leves
nos ribeiros de as soltar
lago
de as acolher frescas e novas
recolher
nunca esgotando delas
jamais
os sabores todos as cores todas
luz
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