O vazio é um encher de noções cansadas
de as ter nascido sem as sentir entranhadas
o vazio é o encher dos momentos
livres de estarem presos ao nascer na corrente
das palavras, das sensações, dos instintos
dos sem nome, nomeados vazios de os haver enormes
gritando nomes, barbaridades piramidais
de as haver antes, do nascer ou do sentir
do ser e do ser sempre pedaço rebolado.
Sonho o vazio das sensações antes
das palavras que nomeiam o encher de cada grão de areia fina
sonho o sonho do universo antes
o vazio de um vazio antes
um nada antes
da noção de tudo
de a sentir
vazia.
Tripas que se enchem do que nem se comeu
sensações que se preenchem do que nem se sentiu.
O todo é um nada que se enche como balão
e logo se vaza e logo se enche vazando
do lado de sentir o que logo se vaza sentido.
Caminhos feitos no pisar do que é belo
e parar e questionar e nunca aprender
saber o que é
saber o que não é
aprender nunca
do caminho o pisar leve
constante de o persistir
caminho
de ir de voltar de seguir
de regressar
caminho que tudo leva
a nenhum lado
de aprender nunca
de que lado fica.
Para quando o novo livro do Grande Poeta Jorge Braga!
ResponderEliminarO livro pode esperar, a satisfação de me ler atenua a espera.
ResponderEliminarBrevemente espero.
Obrigado pela visita.
La imperfección que gira en busca de la "perdida" perfección. Todo está lleno de vacío que llenamos de todo y ni siquiera sabemos qué es, o para qué lo llenamos.
ResponderEliminarLa vida es un camino que emprendemos, pero pocas veces nos detenemos en él para saborear el instante y aprender. Lo cual, sigue quedando ese "vacío" que llenamos de nada...
Un placer leerte, Jorge.
Gracias. Feliz domingo.
Um prazer receber as tuas visitas, os teus comentários são o maná do meu vazio!
EliminarUm prazer receber as tuas visitas, os teus comentários são o maná do meu vazio!
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