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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Luz espelho da imagem.

Vi ontem uma bela imagem
repleta de cor que os meus olhos espelharam
repleta de infinito, no que cresce, no que diminui
no que vi e os meus sentidos espalharam.

Revivi a pequena lata de fermento
e a noção de infinito, na imagem que diminuía, diminuía
dentro da cabeça que entendia vagamente
a imagem pintada na lata de metal
que fazia crescer os bolos, fofos gulosos.

Da expansão infinita ainda me falta a luz
de a poder sentir, nas cores de um silêncio eterno.
Faço parte de uma corrente desmesurável
no espaço e no tempo, compartimento de vivos
e de mortos, mensurável no espaço ou no tempo?
como folhas acumuladas, como volumes amontoados?

Pedras que o tempo desfaz, formas que no tempo se criam
os dias são feitos de cores sempre novas
e as palavras renovam-se, multiplicam-se na magia do silêncio

único companheiro do infinito, silêncio da corrente que desenrola

limite das cores e das palavras, dos sons de ainda, não terem eco

de serem de um caminho, a promessa sempre à frente
de quem caminha esgotando sentidos, em cada palavra nova
em cada cor, em cada silêncio redescoberto
na paisagem de todos os dias haver um Presente
uma linha do Horizonte e um Prosseguir
que se une ao Infinito, desconhecido caminhante
de andar sempre Atrás e à Frente.

Palavras maravilhosas, esgotadas de sonhos sem elas
pequenas fadas que abrem janelas, descerram cortinas
e riem da luz que as faz invisíveis, unindo-as às palavras e às cores
no silêncio das asas silenciosas.







4 comentários:

  1. Maravilloso uso del lenguaje, palabras atropelladas que galopan en el túnel del espacio dejando galaxias de flores.

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  2. El silencio eterno en una bella imagen, que nos regala sus colores, su luz, su esplendor y su tiempo. Hay imágenes que son inolvidables.
    Saludos Jorge.

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