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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

de 6 LUÍS de 2010


21
Na descoberta do que parece importante
há patamares que sobem
mesmo quando descem
e encontros escusados
que depois permanecem
no acaso que os fez importantes
para quem os sentiu
no gozo dos instantes
no ocaso de cada um,
de cada instante.

Patamares que descem
na nossa subida
noções que se perdem
de estar lá
e noções que se perdem
de não estar lá.
Abrangentes se tentam as visões
na fuga desta perspectiva
que a todas engarrafa.
Afunilam-se estreitos os pensamentos
todos
os que nunca houve
sempre em primeiro
os recusados
a seguir
e depois os que flutuam,
incapazes de afundar
no peso que não conseguiram
incapazes de voar
na leveza que não atingiram.

Perde-se em cada patamar
a sujidade que é minha
na sujidade que não é minha
em cada noção que se apalpa
de não ser nossa
para que o seja,
pouco depois, ao ser sentida
revestindo a couraça de ser
numa outra camada
de nunca ser a ultima.

No sorriso do conformismo
cansado mas não desistente
ganha-se
a noção do infinito
que se apalpa vazio nas mãos
de estar sempre
para que ninguém o agarre
vazio de estar

sempre

no vazio das mãos vazias.








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