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terça-feira, 15 de julho de 2014

O dia todo.

Todos os dias, ao longo e durante o dia todo se fazem as palavras de as poder perder, o dia todo.
Simples registos que a cabeça arrasta, moldando e guardando os mais salientes, os que arranham, os que persistem no tempo e nas sensações, como marcos de olhar, de reler, de sentir o que muda e o que parece, nesta mudança constante, não mudar.
Registos simples que se complicam no tempo, como gotas caídas lentas, formando lagos lentos e opacos. A luz dentro permite sombras de as ver fora, marcas ténues, de sentimentos e sensações, de os erguer, de os perder, de os manter nesta ilusão feliz, de tantas cores novas alcançadas, em cada corsensação perdida.
A luz de dentro, a de apagar e de novo acender, a razão e os motivos que se afogam e logo se pescam de novo. Brilha limpa pelo tempo que a não fundiu ainda, brilha nas névoas velhas, no presente, no futuro, no criar e no desfazer de ilusões, sempre novas no erguer de cada uma, sempre iguais em cada diferença de cada uma. O que mais importa é um vazio fundo que se guarda silencioso, o que mais importa circunda os sonhos dentro e vive nos limites de dentro...............................................................
O que mais importa está sempre fora, nas linhas sempre rectas que se encurvam dentro.

1 comentário:

  1. Mandela o dia todo no google, ainda não morreu, ainda vive como fogueira de maravilhas, como brasas lentas, lentas de um amor quente, ainda eterno, ainda permanente.

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