Hoje vejo pessoas
e as cores
como cubos de Rubyk
faces de uma só cor
e das cores todas
misturadas.
O sentido da cor dilui-se
alonga-se e encurta nas cores dispostas no tempo
no brilho que as perde
no brilho que recupera
a parte que se ganha, na parte que se perde
em cada cor, em cada olhar.
As cores mudam em cada olhar
de nunca serem as mesmas
dispostas em cada olhar
em cada rodar de um cubo multifacetado
de ter as cores todas
dispostas e indispostas
em cada olhar, em cada cegueira
de olhar sempre o lado
dentro
o lado fora
do espelho das coisas todas.
Rodam as cores de cada olhar
e são sempre certos
os momentos e as cores
que rodam sempre certos.
Não tenho cores, nem palavras, para descrever este fado de ver e de sentir, de cada encruzilhada o perder de cada escolha, no ganho de cada uma.
ResponderEliminar¡Bellísimo!
ResponderEliminarCon cuánto acierto hablas de los colores, Jorge. Ninguno es igual para las miradas ni tampoco se sienten igual.
Buen fin de semana, amigo.
Obrigado Mila.
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