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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

14 Dependências



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A cada porta que parece abrir

uma nova dependência
como um vicio novo
colado à pele dos pensamentos todos
como se ainda fizesse falta
mais um
para prender de uma forma que se repete
mas é nova
nos anseios velhos
o tempo todo
o tempo que se prende em cada frincha
de vida
e de morte
que só fecha para quem morre.

A cada porta que se abre.

Em cada porta um novo abismo
de escadas que sobem descendo sempre
no patamar de um tempo
dependente
patamar a patamar
como se a soma deles
libertasse deles
a prisão das escadas
que sobem sempre descendo
sempre

ou talvez se mantenham quietas

e só eu me mova no sentido de as perder
descendo delas em cada instante
a dependência que nas sensações
se enrola
como um vicio que dura
o tempo de estar vivo.

A cada porta que se abre
uma linha nova assinala novamente
o novo antes
e o novo depois
para que de uma linha se faça o que sai
e o que entra
e o que não regressa.


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