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domingo, 13 de outubro de 2013
Grão a grão gota a gota.
Água que aprende as formas de ser contida,
água que extravasa limites e se espalha,
preenchendo recantos,
inundando espaços,
dando e tirando no baloiço do incerto,
do que não se repete e assim se faz perfeito,
de não haver volta a dar ao que está feito.
O perfeito de cada segundo,
relativo e sempre primeiro,
o confinar das sensações ao invólucro que as contém.
Água que se pinta das cores todas e do sujo que limpa,
arrastando nela,
o sujo e o tempo que acabam sempre limpos.
As gotas unem-se nas poças que transbordam,
ou evaporam.
Escorrem de um lado, escorrem do outro lado,
são nuvens e são gelo, são o fundo e a superfície,
são águas que param e águas que correm.
Dos sonhos que sobrevoam se faz o fundo de engolir tudo
e o flutuar é uma forma de estar entre abismos,
de permanecer de ser.
Ouço sons que crescem,
melodias que se fazem minhas de as ouvir na minha plataforma,
grão a grão de areia fina,
gota a gota de entender molhando hoje,
secando ontem o entender que se perde em partículas
e com elas se recupera novo,
no tempo de o perder de novo.
Cantos de esconder tudo, cantos de os sentir encantados.
Baloiço de imagens e de sons.
Miudezas que fermentam vastas diferenças
de as haver sempre.
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são pequenas coisas a fqzer diferença e um comentário é um jorro de luz, que atravessa deste vidro, o espelho que não é...
ResponderEliminarAs gotas que transbordam
ResponderEliminarganham novas formas
caminhos escorridos
recantos preenchidos
e as formas de ser
de haver e de estar
moldado.
...um universo em cada ser, um verso para cada um e o reverso de espelhar, o guardado, o importante de cada momento, o espalhar a vida de a respeitar como deus dos princípios todos e dos fins, de todos como passagens de marcar e logo safar...
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