Da superficie se desvenda o fundo
nas arestas que irrompem sempre
num atrito constante
de acomodar sempre, limando sempre
de vontades distintas o roçar que acomoda
das pontas soltas o faiscar
dos cabos soltos enterrados.
São diferenças sempre pequenas
que se fazem vastas
mas o tempo e a distancia dilui o acumulado
no varrer dos detritos
do tempo
de poder acumular fins
esbater cores
ainda
no escorrer de pensar em nada
e sentir a pequenez de tudo
como ter alma
mas sempre emprestada.
Sem comentários:
Enviar um comentário