Daqui para acolá
são cem passos que eu não conto.
Não sei dos passos o que foi mais importante
sei que parti
sei que cheguei.
Sonho que flutua nos passos
de nem os sentir.
Depois afogam-se
na passagem
porque sinto e passo.
As palavras ditas
juntam-se
às que nunca foram ditas
e nada se faz diferente
nada muda
no ouvido ou na mente.
Alongam-se as palavras que nada completam
e o silêncio
depois
parece prenhe de pleno
de sabores e caminhos
de fins caídos
de recomeços tímidos.
Paisagens que se fixam
em momentos de os viver
como quem morre.
Rostos e gestos que se despedem
e permanecem vivos
como paisagens de estações
tantas alongadas em tantos passos
trepidantes confusas sensações
nesta volúpia de estar vivo
e querer guardar tudo
num montão que se ergue confuso.
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