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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

A igualdade de tudo.



Cristais de cada um
facetas rutilantes
em cada cristal
de cada um

mais o carvão em cada risco
em cada momento
de o ver negro e brilhante

e pó

no partir de cada um
de cada momento
como pauzinhos de cor
que  se vai perdendo
em cada pauzinho espetado
ou já quebrado
numa linha nunca direita
ondulante de curvas e mais curvas
que nunca se cruzam
que nunca se tocam
nunca.

3 comentários:

  1. Respostas
    1. Somos todos tão iguais
      sempre
      da distância certa somos o pó
      que se renova na morte
      sempre.

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  2. Obrigada por esta belíssima obra que nos faz refletir. Enxergamos a distâncias tão curtas, geralmente próxima do nosso umbigo, que sequer imaginamos que de longe somos apenas e tão somente pó... ♥

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