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quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Acreditar e poder mentir.
Rituais que ocupam, sessões de entreter o espirito
que não há
mas parece haver em litanias repetidas
no vazio de cabeças que se desligam
na fé que dizem ter
nos olhos que se erguem descalços
e descansam
talvez.
Quem sabe? Eu e o Nunca
irmão gémeo dos milhões que sabem
aos pedacinhos, migalha a migalha
de um pão que já não volta
o pedacinho que pensam
de ser tudo
o que pensam.
Orações nos cantos todos
desocupados e santos de haver vivos e mortos
nos cantos, nos recantos
nos nadas e no tudo de o ser sempre
pouco, curto mas presente sempre
sempre.
Acreditar e assim poder mentir
com verdade sempre
assim e sempre
com verdade
sempre.
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Na Igreja, na Mesquita, na Sinagoga, no Mundo todo que é o Templo de todos, dos que dizem ter e dos que dizem não ter fé.
ResponderEliminarA Verdade é só uma.
Mesmo não sendo dada a rituais eu acredito. E por acreditar não minto, nem espero que os outros acreditem ♥
ResponderEliminarAcreditar no aceitar, que haja vidas tão diferentes, que a mentira está sempre no impor, igualdades impossíveis, de haver gente e ser sempre diferente, uma por uma no valor de cada uma.
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