As palavras não são água,
o tempo é que as leva flutuantes,
afundadas,
esvoaçantes quando o peso as ergue
incapazes do afundar no tempo de serem.
Nada dizem, nada são além de palavras,
camiões de conotações,
pedregulhos afundados,
desviando correntes, unindo correntes
e correndo na areia que desagregam
e rebola para o leito de uma poça
que enche e depois vaza
na mansidão do tempo
sempre manso
na distância certa de o sentir manso.
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