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Tento o equilíbrio de andar
sempre desequilibrado.
O que vejo e o que entendo
são do que quero
as parcelas que posso.
O prato da vida nunca esgota
as sensações
e as gotas que no copo ficam
eram as melhores e sobraram.
Marcantes se querem os momentos
que marcam o tempo sempre igual
para que não pareça que o é.
De negro e branco se revestem os encontros
de dor e prazer, de riso e de choro.
De abraços se fazem os passos
e os tropeções, de uma pressa inexistente,
resumem tudo
ao tempo que passa indiferente
arrumando imparcial
os que sentem e os que pensam sentir
no paraíso das sensações perdidas.
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