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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Nada antes nada depois.

As causas e as consequências, a divisão lenta da pedra e do tempo por praias sempre inteiras, de areia fina como farinha de ideias moídas como tempo que na pedra se desgasta, grosso e sem jeito, fino e escorreito como óleo fino de tempo preciso.
Preciso de causas
de dormir nelas
para que me acordem
nas razões de antes
nas razões depois.
Acontece de tudo e a chuva parece sol para que o sol possa ser chuva e o frio entra e o calor, o triste, o alegre nesta rotunda de deixar entrar as linhas direitas que nela se enrolam, guardadas como novelos de emoções, nós de confusões, novelos de sensações.
É tudo tão inteiro em cada fragmento, destacado em cada rocha que escorre dos dedos do tempo.
É tudo tão inteiro em cada momento.
É tudo tão inteiro.

Nada.
Angustia de haver um centro,
um sol negro de iluminar as sombras
dantes e depois
brancas.

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