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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

12 de Janeiro

Escrever o que me enche a cabeça, nada ou variações do mesmo tema, de nada ou de seguir e o tempo passa. No dia 12 o Luís vai fazer anos, quatro de estar deitado, de estar vivo e dependente. Já não é bipolar e o nível de consciência é um enigma que aquece o meu frio de estar vivo, o meu calor que ele refresca de estar vivo.
A mãe, o irmão, eu e ele é como ter o Universo dentro de casa com a minha sogra e os outros, os que passam, como brisas diferentes, como postais de haver mundo fora do meu Mundo.
Escrever o que me enche a cabeça de negro e faíscas, de brancura e vazio, depressão e culpa de ele ser meu e não ter pano que enxugue o caldo entornado, enquanto o tempo manso me habitua ao que sobrou e a revolta fica só minha, só e minha.

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