Translate

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Universos

O calar das vozes, o sossego entre, o sossego depois, o sossego durante de o poder ouvir instante a instante, os instantes que se alinham desiguais como colecções dispersas  pelas estantes dos momentos como rectas que ondulam as lombadas e as pancadas,
os momentos e os tempos e as vontades ondulantes
de um universo que cai
e se ergue
para que eu o possa fazer
também
enquanto as estrelas só para mim brilham
de parecerem o que sinto
de nem as ver
ou sentir.
Pequenos pontos que brilham as noções e o caos.
Arrastei letras no desejo de não as perder, arrastei Aa e arrastei Nn e Mm Ee  
possivelmente como ideias
de as não querer perder, perdidas que estão, arrastadas que são sempre, neste divagar constante que se apressa no vazar e se enche de nunca o fazer.
Pequenos pontos que brilham no fechar dos olhos.
Percutir teclas e enganos que se prolongam e se fecham como círculos, esferas de engolir, gotas de as beber uma por uma, nas cores, nos sentidos e noções, de um copo que as enche, do meio que vaza, do meio que enche.
Pequenos pontos que brilham nos espelhos
que naturalmente se partem num caos, de cacos e noções
varridos como pontos grandes partidos
em cada espelho de pequenos pontos
reflexo brilhante.
Universo.

3 comentários: