Rir como viver, variando as risadas e os sons que se prolongam de haver ecos como risadas prolongadas.
Respirar como viver
ar quente
ar frio e o condensar das ideias
prolongadas
todas.
Correr ou levantar, cair ou erguer, o comprimento dos saltos já nem deixa marcas, na que o vento varre, na que o mar lambe, num riso seco e logo molhado de areias.
Prolongadas sensações, apagadas e retomadas num quadro sempre negro, que as risca e as apaga, na esponja sempre húmida do que nela se apaga.
Rir sério, dentro, rir do ser e do querer com seriedade, rir do riso que imita o choro, rir do choro que imita o riso, rir inícios e os fins e os meios, os caminhos e as vontades, rir o tempo que tarda e o que se retarda, rir como respirar ou respirar para poder rir
o choro de cada segundo
e o riso de cada um
e o silêncio dentro
do riso.
O riso dos instantes todos
ResponderEliminarde os ter vivos
todos