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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O Abrir. O Fechar. O Repetir.

Repetir livros como segundos repetidos, portas fechadas de as poder abrir e nunca são iguais
as portas
nem o que delas se avista.
Abrir ainda repetir ainda, peças que se colocam como palavras de Lego,
mutantes unidades de um conjunto que todos podem erguer e funciona sempre, inspirado e expirado, no erguer e no desmanchar de cada palavra, de cada peça, de cada momento desfolhado.
Quadro negro de o preencher com o giz de o fazer mais negro e depois apagar e recomeçar
o inicio negro de o pintar branco.

Imagens cansadas de sonhos cansados, persistem horas a fio desfolhadas pelos momentos essenciais, quase perdidos neste persistente deformar de tudo, por nada, por baixo de nada.

Hoje tenho seguramente dois séculos, no hoje de manhã ainda só tinha cinquenta e quatro anos de os coleccionar, bizarros nos objectos e nas paixões de os ter nas mãos, como frémitos idos em cada selo em cada moeda em cada livro em cada noção, passageiros  que por mim passam nesta viagem de túneis que deformam e de Sol que deforma, sempre na forma do momento desfolhado em cada vida, em cada ideia ou pretensão dela.
As palavras
esculpem ideias ou cospem nelas
pintam doçura ou enegrecem tudo
aguardam respostas a perguntas nunca feitas
enquanto a resposta das perguntas todas
vive
nos que vivem
instantes
intervalos vazios de luzes acesas
representadas.








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