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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

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Robert Enke e o irremediável, Luís e o que resta vegetativo e lindo de ser tanto ou talvez tudo neste curto sentir das imagens e do que vejo, neste curto alongar do que é curto, mesmo quando se alonga de ser curto e ser tudo.
As mãos guardam como certo o perder de todos os dias, alongam-se as certezas que se perdem curtas em cada passo dado, oferecido ao que ainda resta, de universos curtos, resumidos mas inteiros, em cada fecho de cada inicio, em cada volta de regresso ao regresso das voltas todas.
De cada ponte a vertigem de a saber sem fim, nunca é meu, de cada ponte, o fim que se atravessa no silêncio dos passos todos, indistintos de serem todos, silenciosos de serem o silencio de não haver silêncio.
Agulhas em cascata picam a palha toda e a cabeça esvazia sensações incapazes de a sentir.
Na palha que passa e nas cinzas que voam rebrilham por instantes agulhas de as ter sentido.
De as ter tentado.
De as ter tido.
De as ter.

2 comentários:

  1. Ojalá el caso de Robert Enke sea diferente. Mucho ánimo, Jorge.

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  2. Nada é igual, Enke acabou, o Luís morreu, foi ressuscitado, coma, vegetativo e agora em consciência mínima, uma preciosidade guardada em casa, na cama.Talvez um pouco, melhor um pouco, do que o ídolo dele, Schumacher.

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