Supremo rebuscar de noções, sempre certas entre o inspirar e o expirar, entre o fingir permanente, de um viver curto e esta ilusão dos momentos, longos e curtos, de haver uma escala, uma régua graduada dos instantes, todos, na cabeça que os conta sempre certos, de o serem,
de não serem nunca, na cabeça que está sempre certa,
de nunca o ser nunca, nem estar no degrau que sobe certo,
de ser o mesmo que desce certo.
De coisas vivas, de coisas mortas se faz ainda, o que me faz, coisas eternas, de um prolongamento, de as fazer ainda, eternas.
O que une a nudez de sentir?
Traçam os cabos que se remendam e de novo são traçados, riscos longos, quebrados e remendados na brancura de estar tudo, de ser tudo sempre, sempre na brancura das possibilidades todas, vivas e mortas num resumo curto que se multiplica infinito.
Rotundas de sensações, de andar nelas, enroladas no mesmo passo, de sair ou continuar.
Crise.
A Itália dos governos derrubados, do Berlusconi marado, encontrou Mario Monti e nós?
Sebastião morto, impérios que nunca houve, neste viver um dia de cada vez, deixando âncoras marcas, fios que quebram e retomam, o dia da noite, o recordar momentos riscados no vazio branco, de os ter tido e assim os tentar de novo.
Círculos e crise...............
15 Medidas
5
Moody’s
e o Mundo roda ou rola
ao sabor do que flutua
e se afunda enrolado
na maré do que apetece
e por muitas vezes que falhe
acerta sempre na ruína de muitos
e no lucro de alguns
sempre numa base de números
vivos ou mortos
tudo é uma questão de números.
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