Português e vivo, escolhas feitas de acasos que se acumulam, rasgam momentos de ouvir mortos, de ouvir vivos, rasgam acasos de o ter ainda vivo, junto à memória, dos acasos , das escolhas, que se juntam na hora de tomar decisões, que parecem inatas e nunca o são, ou serão sempre?
Ouço Brahms de parecer que respiro, esqueço e regresso aos mesmos trechos, de os respirar, esquecer e recordar, de os ouvir de novo, numa mistura de" Reed Anderson " de" Bach Strauss " e de tantos outros, escritos e ouvidos, nesta incoerência de querer a opinião de um Mundo, aos pedaços repartida e esquecida, para poder e ter opinião, vendo e ouvindo, no gozo dos sentidos, que partem como cordas esticadas na melodia dos silêncios.
A vibração do silêncio, o querer pensar vazios, de não pensar. Luzes ao fundo, descanso de momentos e sonhos que se fazem concretos, de não haver mãos que os agarrem. Giraud morreu em Março, só agora o soube, a beleza, o conteúdo, as aventuras que me permitiu viver, os sonhos, os mundos paralelos permanecem acessíveis à compreensão de cada um, ao acaso e aos momentos, de os ganhar sempre, preenchidos, de ser sempre de quem o vive, o tempo de o ter sempre infinito enquanto dura.
10 LUIS
2
Tenho um enorme buraco fundo
de ser,
ser,
ser e não saber
o que me bate fundo
no vazio de ser
o que acontece
o que permanece
o que me aguenta,
de me aguentar.
O tempo não parou
na hora de o ter feito
e agora me arrasta entre tudo e nada
sem jeito
e sem ele.
Vazios por preencher, pensar e existir, viver ou existir nesta redundância de pensar vazios para os poder preencher.
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