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domingo, 22 de julho de 2012

Breyvik e o entender, que não entendo.

Pensamentos negros como cortinas cerradas, brancas, acumuladas de uma luz que roubam, negra de um roubo que nem se sente, acumulado, como toneladas feitas de gramas, que se varrem leves e pesam prolongadas pelos cantos.
Pensamentos negros de o serem, só, negros e viverem como orações, repetidas no rasgar de cortinas, de serem velhas, só no rasgar, no sentir que as faz o que não eram,ainda.
Poeiras que se acumulam, murmúrios que estilhaçam janelas, de ver e de ouvir, razões de as haver sempre, poeiras que se acumulam.
Trovejam negros raios, traços faiscantes de ser sempre negro o início e o que finda, numa razão que estrebucha os fins todos nos inicios todos, negra de não ser branca como poderia ser branca de não ser simplesmente negra.
O que nasce vive, cai e vive, decai e ainda vive no ribombar longinquo, das razões todas, cerradas e encerradas em cada queda.
Breyvik um ano de chacina e a defesa dos direitos dele, é a defesa dos direitos de todos, dos que repudiam e dos que o aceitam.
Matar é matar, morrer é sempre morrer e no País das liberdades todas, das oportunidades todas, um novo arsenal, legal e individual matou ilegalmente, numa guerra de um mundo todo, com o Mundo, pelos cantos todos.

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