Pensamentos negros como cortinas cerradas, brancas, acumuladas de uma luz que roubam, negra de um roubo que nem se sente, acumulado, como toneladas feitas de gramas, que se varrem leves e pesam prolongadas pelos cantos.
Pensamentos negros de o serem, só, negros e viverem como orações, repetidas no rasgar de cortinas, de serem velhas, só no rasgar, no sentir que as faz o que não eram,ainda.
Poeiras que se acumulam, murmúrios que estilhaçam janelas, de ver e de ouvir, razões de as haver sempre, poeiras que se acumulam.
Trovejam negros raios, traços faiscantes de ser sempre negro o início e o que finda, numa razão que estrebucha os fins todos nos inicios todos, negra de não ser branca como poderia ser branca de não ser simplesmente negra.
O que nasce vive, cai e vive, decai e ainda vive no ribombar longinquo, das razões todas, cerradas e encerradas em cada queda.
Breyvik um ano de chacina e a defesa dos direitos dele, é a defesa dos direitos de todos, dos que repudiam e dos que o aceitam.
Matar é matar, morrer é sempre morrer e no País das liberdades todas, das oportunidades todas, um novo arsenal, legal e individual matou ilegalmente, numa guerra de um mundo todo, com o Mundo, pelos cantos todos.
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