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quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Arco íris de sentir.

No vazio tudo cabe

e é na brancura das cores todas

que o negro das palavras se estende

preenchendo o vazio dentro

com as cores, o espectro de viver

recolhendo luz, em cada sombra

recolhendo vida, em cada instante

recolhendo proveito em cada toque

para sentir que nada, pode ser tudo

nos cantos todos, arrumados

num vazio conhecido, vivo.

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Biblioteca da E. S. Augusto Gomes.

Na Biblioteca da ESAG fiz o que adoro fazer. 


Divulgar o texto escrito, o infinito que pode conter, 

o  imenso de sensações, vagueando pelo papel branco, 

que logo deixa de o ser, nas cores de cada instante, 

de os sentir a todos como únicos.


O que dei foi-me devolvido

com a cor, o aroma e o calor de ter valido a pena.

Fiquei sem saber o que é a Poesia

como sempre

enquanto a divulgava

mas também  a senti no ar que respirava

em cada momento de atenção.


Etérea e de todos para ser de ninguém.

domingo, 17 de novembro de 2024

Momentos de instantes feitos.

 O caminho pode ser lento

e pensado

sem pressa

saborear de cada passo a paisagem

das sensações todas, que a pressa esquece

unindo as cores todas num borrão indistinto

que o sol apaga

unindo os sons todos numa melodia

que o silêncio eleva

unindo os momentos todos, no sentir que os eleva

e que a vida sem pressa leva.

segunda-feira, 9 de outubro de 2023

Holocausto e Holodomor

 A 14 de Maio de 1948 foi criado o estado de Israel. Não há um dia, nos muitos que se seguiram até hoje, em que o estado de Israel não tenha sido atacado. Para quem não sabe, o benemérito Estaline, forneceu os países árabes com o armamento anti Israel, nada imperialista, nem pensar, só abocanhou tudo o que pôde, para bem dos povos. Nada imperialista, afinal a URRS e a pequenina Rússia de agora, só querem o bem do Mundo e se uma faliu para manter o pequeno exercito vermelho, a outra nas mãos de outro benemérito, irá falir no seu anseio insano de servir o Mundo. Só espero que não estoure com muita força.

Israel é atacado por quem não reconhece, o seu direito à existência, o Holocausto é negado por quem trata as mulheres como seres de outra espécie? Renegam as mães, irmãs e filhas como seres inferiores, com menos direitos, devem ter nascido de geração espontânea, nunca brincaram com irmãs, nunca abraçaram filhas.

No meio daquela terra toda, só um País se digna viver em Democracia, atacado e assediado, tem tido politicas mais duras, extremistas na opinião dos extremistas da esquerda, que se consideram progressistas e contudo vivem nas saudades das chacinas soviéticas, irmãos da paupérrima Cuba, dos esfomeados Coreanos, do Tiananmen das revoluções culturais. Progressistas de tantos progressos falhados, foram dignos na luta contra ditaduras, mas depois deveriam acabar, para não serem o que derrubaram.

Na Ucrânia ou em Israel, serem dominados é acabarem, num genocídio inevitável.

Holocausto e Holodomor nunca mais, nunca, nunca mais. 

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Entre vazios

 


Intervalo de conciliar as diferenças
o ser e o não ser,
o que vale e o que não vale,
neste tempo de marcações continuas,
descontos e prolongamentos do

e do,
esse mesmo,

sempre diferente no jogo de ser igual,
de ser sempre diferente,
emparelhado,
assemelhado.

Mata-se numa escala de ser,
mais ou menos extremista,
mata-se na recusa de dar,
de permitir vida.

Mata-se por matar
a razão e a falta dela.

Simples, simples e tão simples este relacionamento de acasos,
estas linhas de nascer e morrer,
este compartimento de ter existido,
vazio e de novo vazio,
de ter sido tudo
vazio e diferente sempre.

É

 Poeta é o que tem fé

mesmo que seja diferente
de a não ter
de a ter mais forte
de a ter somente.

Poeta é de causas
e sem causas o efeito
de cada brisa de cada humor
o sentir diferente
a dor que fica igual
de a sentir em tudo
o que é de todos e de nada
o sentir somente.

segunda-feira, 24 de abril de 2023

Datado Marcado

 Olho do espelho

o rosto de um velho

de ter hoje o peso dos anos

incapaz de sentir a vida 

neles contida.


De vida e de morte se faz este percurso

repleto de sentenças e de banalidades.

Nada de novo, nesta diferença permanente

neste acordar sempre igual

que permite a diferença da igualdade

a mutação gota a gota

deste oceano

de que somos gotas.


Marcar os momentos de os ter ainda

marcar datas que marcam os momentos todos

os sonhos e os acordados, marcados em cada traço

de um calendário que cresce dentro