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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Silêncio de pertencer

Ser da estória
a folha
ainda branca

o vazio entre

nas gotas
corrente silenciosa
desaguando emoções
pintando ilusões
e sendo sem o saber
a estória do tempo
o tempero que adoça
e amarga
o tempo sem sabor
fel e mel
de quem o passa

Rolos e rolos perfeitos
mecânicamente enrolados
desenrolam linhas
que atravessam tempo
ganhando cores
nas que perdem
cobrindo distâncias
no que desenrolam
cobrando sensações
no que percorrem
no que provocam

desatino de um saber longo
sempre curto
branco
ilimitado

.

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