Janelas da razão que se abre
batentes ao largo
ondulam imagens de estrelas
distantes calmas
ornamentos da lua cintilando
Janelas da cor engolida no olhar
sentimento cor de dentro
que a janela fecha
que a janela abre
janelas que rasgam ilustres quietos
lentas de um estio dentro
máscaras e areia que se espalha lenta
espelhos de reflexos atrasados
adiantam sonhos que o tempo esbate
embaciados pelo fechar da janela?
pelo respirar pesado de pensar o tempo
preenchendo espaço que afinal
estava cheio
esvaziando o vazio que se enche
de pensar o tempo que não pensa
procuro palavras úteis
como a fonte de Duchamp
interrogações no esgazear daqui
e Dali
e cores quentes neste tempo curvo
de o sentir enrolado
passando correndo e não quebrando
o que por si se quebra de vidros
janelas que se desfazem
no refazer de cada instante
que não pensa mas passa
Janelas
pontos sem fim
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