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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

O tempo de ser

O vagar das folhas
nem sempre se faz
na hora de estar certo
há folhas que vagueiam
caminhos despidos
fora dos Invernos frios.

Folhas verdes fora do tempo
ou no tempo de tudo ter
o seu tempo
o de poucas vezes
ser
o de todos, de todas as folhas
verdes, castanhas e caídas
sempre no tempo de ser
de acontecer.

Dourados Outonos verdes
castanhas Primaveris ilusões
douradas no vaguear dos sonhos
no passear longe, de ficar quieto
no travo de envelhecer sonhos
quietos mutantes signos
de um vazio colhido como migalhas

sons de não haver
palavras de não as ter

param, perfilam paradas
os símbolos todos, parados, perdidos
encontrados e vazios

Nostalgia de um verde, que recorda o castanho
que cai devagar
neste aprender a viver dos momentos
que ensinam a morte de cada instante








3 comentários:

  1. Poema de beleza serena... adorei. Parabéns.

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  2. Obrigado pela beleza serena, os textos deixam de ser meus, quando agarrados... comentados e...

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  3. Obrigada por encantar nossos dias com tanta beleza em suas inspirações sensíveis, profundas e viciantes.

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