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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Disposição

A boa disposição de motivo nenhum,
repentina de surgir como certa,
botão que se abre fora de casa,
rebento que irrompe neste inverno de ser.

Miudezas, areias de as contar e não as entender,
palavras somadas, soldadas às noções,
aos invernos que rompem pequenos,
dentro ou fora da quietude,
de os ter e nenhum.

A boa disposição dos motivos todos,
tão certa como estar vivo,
encerra a beleza, de a sentir prenha do calor de ser.

Palavras numa peneira de areias miudas,
areais de não os entender,
ondas somadas ao vazio liso da cabeça desligada de noções,
quieta dentro e fora de cada momento,
de os ter a todos,
um a um e depois...

A boa disposição de a querer.
Cultivar o entender de perder cada instante,
em cada ON em cada OFF de estar sempre on,
de estar sempre off,
de estar e brincar às rotundas de pensar,
ao sentir em cada saida,
ao sentir em cada retorno com palavras e sem palavras,
o girar de avariar cada instante,
cada grão de o querer e pensar.

A boa disposição de a ligar,
correndo ou discorrendo o ter e o ser.
Enormes se amontoam as razões todas e o vazio que as precede
e o vazio que as prossegue.
Razões de as entender na falta delas,
torneiras de abrir e fechar,
evidências de cair e levantar
e o tempo de ninguém se faz de todos o tempo todo.

A boa disposição de a ter,
de a manter como mentira constante de ser.





 motivo miudezas fé e falta e as voltas que não param de estontear crentes e descrentes todos iguais na distância certa amorfos ou diferentes certos na mesma logica que os faz errados buracos de entreter em cada cabeça universo

1 comentário:

  1. O prato tem os extremos todos ligados ao centro e à mesma distância. É tudo de estar vazio, é nada de estar cheio de extremos equidistantes de um centro de estar lá.

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