O que morre não sente mais
deixa de sentir simplesmente.
O que fica é o que sente
o que enche constante
a cabeça do bom
e do mau que persiste
nos que ficam
agarrados por tão pouco
aos que deixam.
O que vive é o que morre...
Enredo de fios
finos
que se fazem cordas
grossas.
Teias que se fazem redes
de pescar sentidos, de os perder constantes
de os ter
para os poder perder
e de novo ter como horas que rolam marcas
como copos que vazam para encher
antes do estilhaçar
antes, sempre antes.
Antes sempre
do que vem depois
sempre.
Morreu a D. Augusta, fio a fio se partiram todos.
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