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Já consigo nadar
debaixo de água
mais um pouco
e habituo-me,
para poder afogar
pouco a pouco
o que incomoda,
o que dói
o que passou
e o que desconheço.
Para que possam
pouco a pouco
ir embora.
Numa pressa,
prolongada,
sem pressa
no ajuntar de tudo
e depois adeus.
E de tudo se faz sempre
nada.
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