Recomeço todos os dias
quando regresso aos meus
todos os dias de olhar tectos e paredes
no sossego de pensar o descanso
como acessório de estar.
Olho o meu filho deitado
não me vê mas sente a minha presença
e os olhos viram e reviram e fecham suavemente
quando lhe toco
e em cada afago me permito sentir que vivo
ainda.
A mãe de ambos está hoje de parabéns
o meu mais novo faz hoje anos
a digerir desilusões que o tempo cura.
Que o mau cheiro que ele ainda não sente
se faça o perfume que ele merece
amanhã e sempre.
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