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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Poesia

O pior é rir do que não pode ser ido e foi, rido, perdido no novelo das pontas e das penas dos que ficam, um pouco mais neste riso de permanecer, um pouco mais neste peso de recordar.
O que está limpo alguém o limpou, o que não está o fogo do tempo devora rindo e o gelo conserva os titanics todos, fora do seu tempo, acabando todos, numa conserva fora do tempo, de tudo e de todos.
Brotam da terra as palavras vazias de serem de todos, o encher de cada uma, brotam como gotas e rios que correm, de nunca serem iguais, as gotas e os rios que correm sem descanso para o mar, amor de nascer e correr.
Não compreendo o que vejo, o que leio, sinto, só sinto, entender seria ser o que não sou.
Pina foi mas Pina ficou e o silêncio e o vazio, por palavras, para sempre ficou preenchido.












4 comentários:

  1. Já passou um ano ou só passou um ano.
    O Pina ainda vive no sonho de o poder ler.

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  2. Ler é escrever o que se entende, fundo ou nem por isso, dentro na escrita de cada um de entender ou nem isso.

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  3. Belíssimo!. O entender esta limitado a realidade de cada um. Quando percebo algumas pessoas sentindo-se acariciadas por alguns escritos, e outras, ofendidas pelos mesmos escritos, noto a identificação com o grau de experiências das mesmas ,ou o choque com seus conflitos.Só então compreendi que nem toda água vai para o mar. Algumas empoçam no caminho para não se misturarem as enxurradas que carregam todos os detritos do caminho com elas rumo ao mar ♥

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  4. Imensa desculpa por só hoje ter visto e poder agradecer esta luz de ser lido e entendido, obrigado.

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