Translate

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

BRANCO

Respostas como patamares de perguntas, de degraus, de ainda subir, degrau a degrau, patamar a patamar, no infinito que me contém, no eterno de ser meu enquanto dura, neste gaguejar das palavras, perdidas sempre, na aventura de tentar explicar  esta ventura de olhar zangado, ou bem disposto o mesmo Sol que nem sempre aquece os dias, ou arrefece as noites,
o tempo,
as presenças,
os segundos que voam e as diferenças que se quedam lentas.

O blog tem cor
em excesso
para este branco de hoje

o branco surge adentro e afora da cabeça que vaza sargaços enredados
o branco de estar em branco
o branco vazio de caber tudo
o branco silêncio que encerra
o branco em cada patamar
o branco em cada pausa esquecida
o branco das cores todas
todas
e da luz.

A cabeça sempre verde
das sementes que não semeei
rumina securas que secam
de verdade ou de mentira cada gota de vida.

Um colar de pedras brancas
reboladas pelos dedos
ganham as cores da ilusão
dos momentos
vagabundos sossegos
enredados, rebolados
semeados.

1 comentário: