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sexta-feira, 13 de abril de 2012

RENATA

A crise e a pressão, o jogo de estar vivo, compressão ou depressão, num subir e descer inconsciente, sumiram-se todos, mais o dia que ainda passava, quando olhei a menina morta e as importâncias de tanto, reduzidas a nada, naquele rosto horrorosamente jovem.
Amiga do meu filho Vítor e de tantos, cumpriu cedo, o destino de quem nasce. No meu Luís, vivo, de a sentir, a dor dos pais que a perderam a dor de todos, que a viveram, que a conheceram.




Renata
um nome e uma morte
que se guarda, nos que a sobrevivem
velhos, de se sentirem tão velhos
no sereno rosto jovem
morto

da Renata.

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