O ponto de vista de estar dentro
ou de estar fora
de pertencer ou não pertencer
pequeno ou grande
elevado ou baixo
tudo e nada se ganha
e logo se perde
o crescer do tempo
o alongar do espaço
neste sonho de passear o real
entre os dedos quietos
e olhar
olhar as dúvidas de sempre
ao lado das certezas de nunca
passear pela catedral da vida
erguendo a vista às ogivas erguidas
erguendo sol e a sombra
de passear nelas, embaixo delas
do sol e da sombra, das ogivas erguidas
como linhas de olhar tudo... no espaço que se perde da vista
de a tapar
olhando os dedos
ponteiros
e miras
um
a
um
da perspectiva de ser longamente a pressa de olhar sem pressa
a pergunta horizonte
da resposta que nele se perde
ser de pertencer
ou
pertencer de ser
este tempo que por mim pensa e sente
tempo diferente
de guardar anseios e reter vontades
e de passar lasso e alheio
como se os laços se desfizessem
em cada sensação perdida
cansa esta quietude obrigatória
que tanto desarruma a cabeça de a tentar arrumar
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