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A disposição que se diz boa
ou má
é como um fio
que a tudo se prende
e quebra
tantas vezes
no reatar dos míseros impulsos
nos sons e na falta deles
que constantes
num vício que se prolonga
dependente
oscilam entre o bom e o mau
sempre dispostos
à disposição do momento
que dos mesmos fios permite os nós
mais inconstantes
e o amarrar do que nunca se
prende
num recreio de haver sempre
a razão
de não a ter
sempre.
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