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domingo, 31 de julho de 2016

Momento a momento de nunca os entender.

De pequenino se torce o pepino
e o vento e o jeito dobram
vontades
verdades que se fazem
lapidares
únicas e certas
respostas de nenhuma pergunta
certeza sem incertezas.

A vontade existe
para ser dobrada
contornada como verdade
feita das mentiras
das verdades todas.

Caminho
miragem de estar quieto
no tempo e no ver
o tempo
de nunca o ver
o bastante
de nunca o sentir
o suficiente.


Encontro verdades como certezas
vivendo vidas
ideias
firmeza
em cada espelho vazio
em cada imagem que rouba
a luz de todos, perpassando sem dono
as imagens de todos, instante a instante
num agarrar que não torce
mas apaga, luz e cor e sonho
dos instantes eternos.

Molduras vazias
telas ainda infinitas
de estarem brancas, repletas de possibilidades.
Espelhos guardados no escuro
junto dos cristais das cores e de nenhuma sombra
ao lado da engrenagem dos instantes
sempre diferentes no desenrolar igual que os permite
diferentes
na luz que preenche de cor o espaço
e as sombras que preenchem o vazio
de o encherem de riscos e borrões
de vida e ilusões douradas
vazias, moldadas ao que abarcam
ao torcer do que é pequeno
e estoura.

Momentos quietos de os pensar
passaram velozes
e de um passeio se faz a Viagem
do amanhecer se faz o anoitecer
de um dia por entender
um a um
sempre.






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