Uma rede fina
de palavras suavemente agarradas
desliza vidas, sonhos que se fazem
como areia escorrendo palavras
da ampulheta que se vira e revira
fazendo mais fina, a palavra que tomba
areia de sentidos infinitos
plena pela metade
que conta o vazio de encher.
Malha fina entrelaçando milhões
laço de verdades mariposas peixes
enredando vontades, verdades, ilusões
a verdade é um rio que nunca desagua
corre nem sempre manso
no leito atrito do eterno
no que desfaz
no que faz
lento
repouso do tempo.
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