Dissecar palavras, falando
escrevendo, procurando
no subir, no descer
no passo que se alonga
e logo encurta
neste olhar das passadas, o terem ido.
Marcas dissecadas antes
e depois
no escorrer de sentidos
e razões
no subir e descer momentos
ESTE
OVO
de instantes que se fecham
no quebrar de cada um.
Ovo de permanecer inteiro
no quebrar de cada instante.
As omeletes de hoje. Sabem a ontem
são de hoje com o tempero de ontem.
O saco de guardar palavras
é uma rede de as deixar cair
a brisa que nele entra
o balanço, das passadas, constante
solta sem pressa, momentos que nunca são certos
mas depois acertam
no voo de cada um
curtos ou longos sucedem-se
do saco que se esvazia de estar sempre cheio.
Dissecar as palavras secas
de tombadas?
As que voam longamente?
As que voam para sempre?
Olho no espelho, o saco velho
de as guardar mal, de as guardar bem
de as querer para sempre, nas que fogem
nas que guardo doces, de nunca o serem
suficientes....
Palavras, palavras no fechar da cor
nos olhos fechados
no dissecar da cor que rompe
a noite das palavras, do amadurecer
das cores que irrompem.
.......................................
'
Las palabras tienen su propio color y su propia música.
ResponderEliminarHagamos esa bolsa, y metamos allí las palabras, que un día serán pasado pero en el hoy pueden volver a resurgir, y con algunas darle la vuelta como a la tortilla.
Feliz semana, amigo.
As Palavras regressam, de nunca se despedirem, dão voltas como a tortilla, saboreadas sempre diferentes, envelhecidas na garrafa de cada um, que as faz diferentes no tempo e no sabor de cada uma.
EliminarFeiz semana, Amiga.