Uma nova noite de insónia
entre o não dormir e o acordar de ser dia
milhões de linhas como pensamentos
embarcaram viagens
pelos mares todos com os ventos todos
na roupa que se veste, no andar que se leva
como linhas de milhões
de pensamentos
embarcados viajantes
que os mares levam e os ventos rodopiam
no que levam, no que valem de nada, de tudo
no acordar, no dormir ainda
no ser, no estar quieto de entender nada
como se fosse tudo
em cada sopro em cada batida do que importa
do que é.
Sossego de haver flores
de vez em quando, dividindo espaços, criando momentos de os perder dentro.
Paralelas de poder passar
de poder olhar
o que nunca se toca
o que é mais belo de nascer no recanto fora
e permanecer no canto dentro
como reflexo de pensar
negro
nas luzes que o encontram
sossego de haver sossego como flores de olhar e acabar
este intervalo do que é belo
das cores todas como foguetes de flores
estourados nos motivos de nenhuma.
Sorriso que nasce neste somar de anos.
O descanso excessivo cansa, como cansam as luzes de parecer certo
ResponderEliminareste incerto bafo único, este ondular de cortinas, este apagar de velas
nas que depois iluminam, este descanso de estar vivo
este dormir de ainda estar acordado