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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

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No início houve um parto, vida que já havia, libertada ao tempo, aos retalhos de sentir e viver.
Os limites de sentir encerram-se no sentir de cada um. O mal e o bem unem-se em cada cabeça e dela brotam no sentir de cada uma, retalhos de esperança e desespero, amor e ódio, partem de recantos de vida, funda, dentro, escondida.
Biliões de correntes interrompidas, cortadas, retomadas como prisões de escolhas sem fim, caminhos que divergem dentro, para os cantos todos dentro. Bolhas como fé que estoura carnavais sempre certos, para quem os estoura.
Teimo a dúvida constante que me permite teimar constantemente, temo os certos, os sem falhas, os ideais que caminham nos extremos, que se tocam e se repelem.
Do primeiro vagido ao ultimo suspiro, cantam-se piadas, risos e choros e as correntes dentro batem fora, nos sentidos certos de cada um.
Caminhos tão diferentes, curtos ou longos, todos acabam.
Um novo degolado, um novo morto e este horror repetido de sentir verdade, de sentir fé no maldito executor.
Sentir os retalhos de cada jogo e nunca o entender.
A verdade da vida aos pedaços, desfeita como areia que o vento leva e o tempo come.










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