Brisa que empurra para os cantos
o desgaste, o atrito de um tempo emprestado
areia fina como juros preciosos
prende lixo e papeis que se fazem iguais
em cada sorriso congelado, em cada olhar perdido
em cada real de ter sido.
Brisa que empurra e logo larga
nos cantos tantos de cada olhar perdido
o que varre, o que empurra, o que logo larga.
Paradas de as varrer e nunca param
nos cantos se acumula o que se desfaz
de areias, de momentos que não ficaram quietos
e nos cantos se guardam de um tempo manso
que tudo desfaz sem pressa
mas certo
como marretadas prolongadas num eco
que o vento do tempo pelos cantos recolhe.
Brisa que empurra para os cantos
dentro.
O som e os cantos e os ecos
ResponderEliminarde cada um
de todos
de nenhum
Reencontrar ou descobrir novas sensações, ideias na brisa que empurra, de ter, de ser, de as ter tido, de as ter sido.
ResponderEliminar