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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Brisa que empurra.

Brisa que empurra para os cantos
o desgaste, o atrito de um tempo emprestado

areia fina como juros preciosos
prende lixo e papeis que se fazem iguais
em cada sorriso congelado, em cada olhar perdido
em cada real de ter sido.

Brisa que empurra e logo larga
nos cantos tantos de cada olhar perdido
o que varre, o que empurra, o que logo larga.

Paradas de as varrer e nunca param

nos cantos se acumula o que se desfaz
de areias, de momentos que não ficaram quietos
e nos cantos se guardam de um tempo manso
que tudo desfaz sem pressa
mas certo
como marretadas prolongadas num eco
que o vento do tempo pelos cantos recolhe.

Brisa que empurra para os cantos
dentro.

2 comentários:

  1. O som e os cantos e os ecos
    de cada um
    de todos
    de nenhum

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  2. Reencontrar ou descobrir novas sensações, ideias na brisa que empurra, de ter, de ser, de as ter tido, de as ter sido.

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