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O zero marca o fim ou o limite
do que sobe e do que desce.
Zero e depois o inferno do frio
e do calor
o excesso e a falta
numa medida que se alonga sempre
desmedida.
Do primeiro milímetro encho a cabeça
de medidas a que não pertenço
e nelas mergulho
no espaço e no tempo
que parece alongado
de eu fazer dele
parte
desconhecida
dele
num espaço paralelo
de um tempo envidraçado
de parecer que vejo
para nunca tocar o que vejo
como bolhas de sabão que voam livres
e eu não lhes toco
e o espaço delas
ocupa o meu tempo
de ser o que é e de não ser
em cada bolha de sabão
entre o tempo e o espaço
entre o zero e o zero infinitamente.
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