Na Escola" Abel Salazar" falei de poesia, de entendimento, de visões sempre diferentes em cada olhar de dentro, em cada poema, de os ter na mão, de os ter na cabeça.
Dopy gato lindo, poema peludo e meigo, morria e eu falava com adolescentes receptivos, interessados e atentos, miudezas e tempo e 11 anos de gato enorme, de o ter na cabeça, de o ter no coração, tanto tempo que é sempre pouco, sempre curto na hora de perder.
Fazia parte do meu mundo, que muda sempre veloz, crises e tolices ronronadas, o meu Luís morto e depois ainda vivo e o conforto peludo e o focinho meigo que agradecia cada afago. Fazia parte da minha gaiola e deixou vazio o canto de o ter lá.
Poesia das miudezas prolongadas, no tempo, no espaço de estar vivo.
Na falta se sente
ResponderEliminaro crescer
do que parecia pequeno
Uma sensibilidade do tamanho do mundo...
ResponderEliminarO deixar cativar
ResponderEliminare sentir depois este prender
leve, suave, saudoso.