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domingo, 12 de agosto de 2018

É o que é .......................e o que não é

A Poesia é uma predadora
de nuvens que apalpa
e logo solta
...........................................
cansa o azul sem elas
no azul que cansa com elas

nas gaiolas de uma neblina leve
são guardados os pequenos frémitos
visões de acordar nelas

a Poesia é uma prisão
de libertar  os que prende
de viver os que morrem

amarra o tempo  neste correr
de sentir as miudezas que nunca param
de correr com elas e com elas sonhar

a Poesia é uma luz de a sentir na sombra
é um caminho recto  de o sentir em cada atalho
é uma descoberta que se perde etérea

alicerces como sensações moldadas
em cada punhado de areia fina como tempo
em cada resvalar de momentos que se prolongam eternos

a Poesia é de tudo  a sensação de nada
brilhando nas estrelas em cada pausa de sentir mais
a fugaz passagem de cada instante vazio
de o sentir completo e pleno no seguinte
só e mente


quinta-feira, 26 de julho de 2018

...()...


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um calhau rebolado
desfazendo tempo
em cada doce polimento
de rebolar no tempo

um copo de sede
que se enche de areia
que parece tão igual
no escorrer lento

uma vaga e logo outra
enchendo e logo vazando
o tempo de chegar e logo partir
em cada molhar de tempo

nada se enche  nada se vaza
o silêncio é um som maravilhoso
de pertencer a um sonho
de o sentir em cada pulsação

tudo se enrola nas voltas de pensar
os extremos unem-se aos extremos
e de cada igualdade se faz a diferença
da luz  sombra da sombra  da luz

Pensamentos vadios invadem
este sentir cristalizado e seco
este reflexo entre espelhos marcados
de luz carregados e vapor de vida soprada



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domingo, 8 de julho de 2018

Acreditar por momentos...


Papel brancOcupando espaço
branco de nãoOser carregado
na sombra de ser tanto de tão pouco
o que carrega de frémitos
de vibrações de estrelas vivas
que nascem para poderem morrer
no espaço do papel branco
vibrante desenrolado rolo
branco  branco   branco

eestOu  ou sou do que agora ouço
o lou Reed deste silêncio dentro
desta « Coney Island Baby»
desligando ou ou ou apagando
os silêncios....ruidosos vazios de preencher espaços
silenciosos de parecerem   serem  sempre novos

vão caindo as folhas brancas
datas encerradas caindo certas
nas viagens de cada janela   rolando horizontes
como espaços de espasmos correndo

silêncio

sinto o toque de cada ruído
neste silêncio retardado de o pensar já acabado
de o sentir mastigado
pedaço a pedaço       no conto todo   branco
de visões brancas de ilusões
brancas
de soluções brancas

a Nostalgia é a Melodia da..............................
correndo extremos de os ver de os sentir
de os entender nunca
nesta brancura que se escreve branca
eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee
imensa de deuses e da falta deles
na brancura de um silêncio negro

o sentido de tudo é um encontro
em cada encruzilhada de seguir sempre
e a razão é um jogo de perder sempre
os dados que se perdem brancos

hoje e por cada salvamento na Tailândia
acredito por milésimas de segundo num deus
que logo perco   perdido que estou deste Universo
em cada grão de dor  farinha de Holodomor
em cada gota caustica  horror de Holocausto
em cada reconciliação  quente da Inquisiçâo

não há Chagall para tanta brancura






















terça-feira, 17 de abril de 2018

Outono e chuva

A Poesia é sentir
sentir a Poesia
como água borbulhando nos espaços
para serem sentidos e unidos
numa corrente sem vazios

pintar ou escrever a escultura
das palavras  das cores  e das formas
no espaço branco de conter tudo
pedaço a pedaço  luz a luz
nesta vertigem do que é denso
da luz que pesa  à leveza do peso

sentir a cor e a forma de cada palavra
e o tempo nelas encontrado e perdido
de o sentir passando nas palavras nas cores
e nas formas  navegando ancoradas
ventos e velas infladas de quietas

água rasgando o sonho de nela navegar
a quietude de cada palavra pequena
correndo grande de serem muitas
ondas e ondas de sons leves
erguendo enorme melodia
de silêncio e Poesia

a chuva cai na poça
formando círculos que ondulam o ano todo
e o cair das folhas como  contos
de Primaveras  Verões  Invernos
desenrola Poesia como doce palavra
guardada em cada arco-íris
de cada gota  de cada folha
de nostalgia
melancolia
Poesia





















domingo, 25 de março de 2018

Paisagens

Palavras
imagens
recordadas

de um filme inteiro

as guardadas
passadas
imagens
palavras
recordadas

em cada pedaço inteiro

guardado
passado
na imagem
na palavra
recordada

sucedem as paisagens
neste desenrolar de momentos
neste desperdício de sensações
de as sentir sempre
incompletas

as paisagens sucedem
nestas jogadas nunca repetidas
neste tabuleiro  em que tudo
é a sensação de nada
balançando

as paisagens sacodem
este sentir de as ver dentro
aprendendo o que nunca se aprende
entendendo este sentir tudo
esvaziando

as paisagens são palavras
recordadas e acumuladas como poeira
de nuvens  de estrelas sentidas
em cada cor do branco escapada
guardada

as palavras são paisagens
fios desenrolados   pontes erguidas
unindo margens de as sonhar reais
pontos  marcas passadas  sonhos
vividos




domingo, 11 de março de 2018

O sabor a cor de cada bago

Em cada cacho
o sabor de cada bago
de nem todos
de nem todos terem a mesma doçura
o mesmo sabor ou a mesma cor

em cada cacho
a cor de cada momento
de nem todos
de nem todos serem iguais
nesta igualdade que nunca há  bago a bago

cacho a cacho
gota a gota
bago a bago
se marcam os momentos
e a data de cada colheita
de a ter dentro
de a sentir dentro
bago a bago
gota a gota
cacho a cacho

domingo, 11 de fevereiro de 2018

COLORIR O SENTIR




Viver não é somar tempo
é dar cor a cada momento
de os sentir a todos
mais o peso que os une
à leveza do infinito

romper a intensidade de cada instante
sentir séculos em cada segundo
e somar minúsculos frémitos
como ventos e marés de os ter nas mãos

a medida do infinito em cada centímetro
e o riso do universo em cada folha de Poesia
somando letras e linhas e cores
sempre novas
como água correndo primaveras
como sol dourando verão
e outono maduro bocejando
o descanso do inverno  em cada dia

varrer o tempo nunca o apanhando todo
deixar pedaços de cada momento
prolongados pelo tempo todo
e carregar as cintilações todas
como poeira de cores
de estrelas

dos passos na areia se fazem as saudades
e os sonhos de nostalgia que o vento apaga
dos outros se faz uma ampulheta
tempo correndo como areia
tempo encerrado
correndo
grão a grão
na cor diluida
do sonho