quinta-feira, 26 de julho de 2018
...()...
........................................
um calhau rebolado
desfazendo tempo
em cada doce polimento
de rebolar no tempo
um copo de sede
que se enche de areia
que parece tão igual
no escorrer lento
uma vaga e logo outra
enchendo e logo vazando
o tempo de chegar e logo partir
em cada molhar de tempo
nada se enche nada se vaza
o silêncio é um som maravilhoso
de pertencer a um sonho
de o sentir em cada pulsação
tudo se enrola nas voltas de pensar
os extremos unem-se aos extremos
e de cada igualdade se faz a diferença
da luz sombra da sombra da luz
Pensamentos vadios invadem
este sentir cristalizado e seco
este reflexo entre espelhos marcados
de luz carregados e vapor de vida soprada
............................................................
domingo, 8 de julho de 2018
Acreditar por momentos...
Papel brancOcupando espaço
branco de nãoOser carregado
na sombra de ser tanto de tão pouco
o que carrega de frémitos
de vibrações de estrelas vivas
que nascem para poderem morrer
no espaço do papel branco
vibrante desenrolado rolo
branco branco branco
eestOu ou sou do que agora ouço
o lou Reed deste silêncio dentro
desta « Coney Island Baby»
desligando ou ou ou apagando
os silêncios....ruidosos vazios de preencher espaços
silenciosos de parecerem serem sempre novos
vão caindo as folhas brancas
datas encerradas caindo certas
nas viagens de cada janela rolando horizontes
como espaços de espasmos correndo
silêncio
sinto o toque de cada ruído
neste silêncio retardado de o pensar já acabado
de o sentir mastigado
pedaço a pedaço no conto todo branco
de visões brancas de ilusões
brancas
de soluções brancas
a Nostalgia é a Melodia da..............................
correndo extremos de os ver de os sentir
de os entender nunca
nesta brancura que se escreve branca
eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee
imensa de deuses e da falta deles
na brancura de um silêncio negro
o sentido de tudo é um encontro
em cada encruzilhada de seguir sempre
e a razão é um jogo de perder sempre
os dados que se perdem brancos
hoje e por cada salvamento na Tailândia
acredito por milésimas de segundo num deus
que logo perco perdido que estou deste Universo
em cada grão de dor farinha de Holodomor
em cada gota caustica horror de Holocausto
em cada reconciliação quente da Inquisiçâo
não há Chagall para tanta brancura
terça-feira, 17 de abril de 2018
Outono e chuva
A Poesia é sentir
sentir a Poesia
como água borbulhando nos espaços
para serem sentidos e unidos
numa corrente sem vazios
pintar ou escrever a escultura
das palavras das cores e das formas
no espaço branco de conter tudo
pedaço a pedaço luz a luz
nesta vertigem do que é denso
da luz que pesa à leveza do peso
sentir a cor e a forma de cada palavra
e o tempo nelas encontrado e perdido
de o sentir passando nas palavras nas cores
e nas formas navegando ancoradas
ventos e velas infladas de quietas
água rasgando o sonho de nela navegar
a quietude de cada palavra pequena
correndo grande de serem muitas
ondas e ondas de sons leves
erguendo enorme melodia
de silêncio e Poesia
a chuva cai na poça
formando círculos que ondulam o ano todo
e o cair das folhas como contos
de Primaveras Verões Invernos
desenrola Poesia como doce palavra
guardada em cada arco-íris
de cada gota de cada folha
de nostalgia
melancolia
Poesia
sentir a Poesia
como água borbulhando nos espaços
para serem sentidos e unidos
numa corrente sem vazios
pintar ou escrever a escultura
das palavras das cores e das formas
no espaço branco de conter tudo
pedaço a pedaço luz a luz
nesta vertigem do que é denso
da luz que pesa à leveza do peso
sentir a cor e a forma de cada palavra
e o tempo nelas encontrado e perdido
de o sentir passando nas palavras nas cores
e nas formas navegando ancoradas
ventos e velas infladas de quietas
água rasgando o sonho de nela navegar
a quietude de cada palavra pequena
correndo grande de serem muitas
ondas e ondas de sons leves
erguendo enorme melodia
de silêncio e Poesia
a chuva cai na poça
formando círculos que ondulam o ano todo
e o cair das folhas como contos
de Primaveras Verões Invernos
desenrola Poesia como doce palavra
guardada em cada arco-íris
de cada gota de cada folha
de nostalgia
melancolia
Poesia
domingo, 25 de março de 2018
Paisagens
Palavras
imagens
recordadas
de um filme inteiro
as guardadas
passadas
imagens
palavras
recordadas
em cada pedaço inteiro
guardado
passado
na imagem
na palavra
recordada
sucedem as paisagens
neste desenrolar de momentos
neste desperdício de sensações
de as sentir sempre
incompletas
as paisagens sucedem
nestas jogadas nunca repetidas
neste tabuleiro em que tudo
é a sensação de nada
balançando
as paisagens sacodem
este sentir de as ver dentro
aprendendo o que nunca se aprende
entendendo este sentir tudo
esvaziando
as paisagens são palavras
recordadas e acumuladas como poeira
de nuvens de estrelas sentidas
em cada cor do branco escapada
guardada
as palavras são paisagens
fios desenrolados pontes erguidas
unindo margens de as sonhar reais
pontos marcas passadas sonhos
vividos
imagens
recordadas
de um filme inteiro
as guardadas
passadas
imagens
palavras
recordadas
em cada pedaço inteiro
guardado
passado
na imagem
na palavra
recordada
sucedem as paisagens
neste desenrolar de momentos
neste desperdício de sensações
de as sentir sempre
incompletas
as paisagens sucedem
nestas jogadas nunca repetidas
neste tabuleiro em que tudo
é a sensação de nada
balançando
as paisagens sacodem
este sentir de as ver dentro
aprendendo o que nunca se aprende
entendendo este sentir tudo
esvaziando
as paisagens são palavras
recordadas e acumuladas como poeira
de nuvens de estrelas sentidas
em cada cor do branco escapada
guardada
as palavras são paisagens
fios desenrolados pontes erguidas
unindo margens de as sonhar reais
pontos marcas passadas sonhos
vividos
domingo, 11 de março de 2018
O sabor a cor de cada bago
Em cada cacho
o sabor de cada bago
de nem todos
de nem todos terem a mesma doçura
o mesmo sabor ou a mesma cor
em cada cacho
a cor de cada momento
de nem todos
de nem todos serem iguais
nesta igualdade que nunca há bago a bago
cacho a cacho
gota a gota
bago a bago
se marcam os momentos
e a data de cada colheita
de a ter dentro
de a sentir dentro
bago a bago
gota a gota
cacho a cacho
o sabor de cada bago
de nem todos
de nem todos terem a mesma doçura
o mesmo sabor ou a mesma cor
em cada cacho
a cor de cada momento
de nem todos
de nem todos serem iguais
nesta igualdade que nunca há bago a bago
cacho a cacho
gota a gota
bago a bago
se marcam os momentos
e a data de cada colheita
de a ter dentro
de a sentir dentro
bago a bago
gota a gota
cacho a cacho
domingo, 11 de fevereiro de 2018
COLORIR O SENTIR
Viver não é somar tempo
é dar cor a cada momento
de os sentir a todos
mais o peso que os une
à leveza do infinito
romper a intensidade de cada instante
sentir séculos em cada segundo
e somar minúsculos frémitos
como ventos e marés de os ter nas mãos
a medida do infinito em cada centímetro
e o riso do universo em cada folha de Poesia
somando letras e linhas e cores
sempre novas
como água correndo primaveras
como sol dourando verão
e outono maduro bocejando
o descanso do inverno em cada dia
varrer o tempo nunca o apanhando todo
deixar pedaços de cada momento
prolongados pelo tempo todo
e carregar as cintilações todas
como poeira de cores
de estrelas
dos passos na areia se fazem as saudades
e os sonhos de nostalgia que o vento apaga
dos outros se faz uma ampulheta
tempo correndo como areia
tempo encerrado
correndo
grão a grão
na cor diluida
do sonho
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
O que se alonga....
Olhei a baleia majestosa
azul de certeza
naquela imagem silenciosa
diminuindo e desaparecendo
no azul cor do céu
no oceano estampado
os olhos fecham as imagens
de as guardarem aconchegadas
no sentido de nunca o ter
no sonho de sentir as gotas
todas
de cada pequeno mar
de quanto espaço se faz o espaço de o sentir vazio
poesia de sentir o crescer das miudezas
correndo riachos
gotejando emoções
escorrendo tudo ao sabor de nada
em cada partícula que é tudo e todo
de pertencer
marco passos nesta areia que desliza seca
olho de novo a baleia enorme
nadando azul no azul que a engole
olho a vertigem imagem que se expande infinita
no universo indiferente
conto estrelas de as sentir alheias
como grãos de areia escorrendo dos dedos
olho da baleia o espelho de a sentir minha
diminuindo o universo num infinito diferente
de o sentir colado em cada sensação
de quantos pedaços se faz o inteiro
neste sentir aos pedaços a vida inteira
do azul que cresce se faz o azul que diminui
unindo mundos de miudezas
sentindo de cada agulha o valor de cada uma
picando a cor de pensar
o branco vazio no branco cheio
de que mar se faz o mar grande
o que cresce sem parar
e é grande...grande
de que mar se faz o mar pequeno
o que minga sem fim
e é enorme...enorme
ondas de imagens que se afastam
fechando momentos
concêntricas sensações
que se espalham lentas
por este moinho de tempo fino
ao vento ao sol e à chuva
aguardando tempo
de ser
momento
em cada cor
em cada som
em cada intervalo do infinito enredado
em cada migalha de sentir
este mundo e o sentir nele espelhado
nesta magia de sentir cada imagem
espalhada por nostalgia
sentida como poesia
indefinida forma de andar
ao sol e à chuva
passeando
azul de certeza
naquela imagem silenciosa
diminuindo e desaparecendo
no azul cor do céu
no oceano estampado
os olhos fecham as imagens
de as guardarem aconchegadas
no sentido de nunca o ter
no sonho de sentir as gotas
todas
de cada pequeno mar
de quanto espaço se faz o espaço de o sentir vazio
poesia de sentir o crescer das miudezas
correndo riachos
gotejando emoções
escorrendo tudo ao sabor de nada
em cada partícula que é tudo e todo
de pertencer
marco passos nesta areia que desliza seca
olho de novo a baleia enorme
nadando azul no azul que a engole
olho a vertigem imagem que se expande infinita
no universo indiferente
conto estrelas de as sentir alheias
como grãos de areia escorrendo dos dedos
olho da baleia o espelho de a sentir minha
diminuindo o universo num infinito diferente
de o sentir colado em cada sensação
de quantos pedaços se faz o inteiro
neste sentir aos pedaços a vida inteira
do azul que cresce se faz o azul que diminui
unindo mundos de miudezas
sentindo de cada agulha o valor de cada uma
picando a cor de pensar
o branco vazio no branco cheio
de que mar se faz o mar grande
o que cresce sem parar
e é grande...grande
de que mar se faz o mar pequeno
o que minga sem fim
e é enorme...enorme
ondas de imagens que se afastam
fechando momentos
concêntricas sensações
que se espalham lentas
por este moinho de tempo fino
ao vento ao sol e à chuva
aguardando tempo
de ser
momento
em cada cor
em cada som
em cada intervalo do infinito enredado
em cada migalha de sentir
este mundo e o sentir nele espelhado
nesta magia de sentir cada imagem
espalhada por nostalgia
sentida como poesia
indefinida forma de andar
ao sol e à chuva
passeando
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