A Poesia é sentir
sentir a Poesia
como água borbulhando nos espaços
para serem sentidos e unidos
numa corrente sem vazios
pintar ou escrever a escultura
das palavras das cores e das formas
no espaço branco de conter tudo
pedaço a pedaço luz a luz
nesta vertigem do que é denso
da luz que pesa à leveza do peso
sentir a cor e a forma de cada palavra
e o tempo nelas encontrado e perdido
de o sentir passando nas palavras nas cores
e nas formas navegando ancoradas
ventos e velas infladas de quietas
água rasgando o sonho de nela navegar
a quietude de cada palavra pequena
correndo grande de serem muitas
ondas e ondas de sons leves
erguendo enorme melodia
de silêncio e Poesia
a chuva cai na poça
formando círculos que ondulam o ano todo
e o cair das folhas como contos
de Primaveras Verões Invernos
desenrola Poesia como doce palavra
guardada em cada arco-íris
de cada gota de cada folha
de nostalgia
melancolia
Poesia
terça-feira, 17 de abril de 2018
domingo, 25 de março de 2018
Paisagens
Palavras
imagens
recordadas
de um filme inteiro
as guardadas
passadas
imagens
palavras
recordadas
em cada pedaço inteiro
guardado
passado
na imagem
na palavra
recordada
sucedem as paisagens
neste desenrolar de momentos
neste desperdício de sensações
de as sentir sempre
incompletas
as paisagens sucedem
nestas jogadas nunca repetidas
neste tabuleiro em que tudo
é a sensação de nada
balançando
as paisagens sacodem
este sentir de as ver dentro
aprendendo o que nunca se aprende
entendendo este sentir tudo
esvaziando
as paisagens são palavras
recordadas e acumuladas como poeira
de nuvens de estrelas sentidas
em cada cor do branco escapada
guardada
as palavras são paisagens
fios desenrolados pontes erguidas
unindo margens de as sonhar reais
pontos marcas passadas sonhos
vividos
imagens
recordadas
de um filme inteiro
as guardadas
passadas
imagens
palavras
recordadas
em cada pedaço inteiro
guardado
passado
na imagem
na palavra
recordada
sucedem as paisagens
neste desenrolar de momentos
neste desperdício de sensações
de as sentir sempre
incompletas
as paisagens sucedem
nestas jogadas nunca repetidas
neste tabuleiro em que tudo
é a sensação de nada
balançando
as paisagens sacodem
este sentir de as ver dentro
aprendendo o que nunca se aprende
entendendo este sentir tudo
esvaziando
as paisagens são palavras
recordadas e acumuladas como poeira
de nuvens de estrelas sentidas
em cada cor do branco escapada
guardada
as palavras são paisagens
fios desenrolados pontes erguidas
unindo margens de as sonhar reais
pontos marcas passadas sonhos
vividos
domingo, 11 de março de 2018
O sabor a cor de cada bago
Em cada cacho
o sabor de cada bago
de nem todos
de nem todos terem a mesma doçura
o mesmo sabor ou a mesma cor
em cada cacho
a cor de cada momento
de nem todos
de nem todos serem iguais
nesta igualdade que nunca há bago a bago
cacho a cacho
gota a gota
bago a bago
se marcam os momentos
e a data de cada colheita
de a ter dentro
de a sentir dentro
bago a bago
gota a gota
cacho a cacho
o sabor de cada bago
de nem todos
de nem todos terem a mesma doçura
o mesmo sabor ou a mesma cor
em cada cacho
a cor de cada momento
de nem todos
de nem todos serem iguais
nesta igualdade que nunca há bago a bago
cacho a cacho
gota a gota
bago a bago
se marcam os momentos
e a data de cada colheita
de a ter dentro
de a sentir dentro
bago a bago
gota a gota
cacho a cacho
domingo, 11 de fevereiro de 2018
COLORIR O SENTIR
Viver não é somar tempo
é dar cor a cada momento
de os sentir a todos
mais o peso que os une
à leveza do infinito
romper a intensidade de cada instante
sentir séculos em cada segundo
e somar minúsculos frémitos
como ventos e marés de os ter nas mãos
a medida do infinito em cada centímetro
e o riso do universo em cada folha de Poesia
somando letras e linhas e cores
sempre novas
como água correndo primaveras
como sol dourando verão
e outono maduro bocejando
o descanso do inverno em cada dia
varrer o tempo nunca o apanhando todo
deixar pedaços de cada momento
prolongados pelo tempo todo
e carregar as cintilações todas
como poeira de cores
de estrelas
dos passos na areia se fazem as saudades
e os sonhos de nostalgia que o vento apaga
dos outros se faz uma ampulheta
tempo correndo como areia
tempo encerrado
correndo
grão a grão
na cor diluida
do sonho
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
O que se alonga....
Olhei a baleia majestosa
azul de certeza
naquela imagem silenciosa
diminuindo e desaparecendo
no azul cor do céu
no oceano estampado
os olhos fecham as imagens
de as guardarem aconchegadas
no sentido de nunca o ter
no sonho de sentir as gotas
todas
de cada pequeno mar
de quanto espaço se faz o espaço de o sentir vazio
poesia de sentir o crescer das miudezas
correndo riachos
gotejando emoções
escorrendo tudo ao sabor de nada
em cada partícula que é tudo e todo
de pertencer
marco passos nesta areia que desliza seca
olho de novo a baleia enorme
nadando azul no azul que a engole
olho a vertigem imagem que se expande infinita
no universo indiferente
conto estrelas de as sentir alheias
como grãos de areia escorrendo dos dedos
olho da baleia o espelho de a sentir minha
diminuindo o universo num infinito diferente
de o sentir colado em cada sensação
de quantos pedaços se faz o inteiro
neste sentir aos pedaços a vida inteira
do azul que cresce se faz o azul que diminui
unindo mundos de miudezas
sentindo de cada agulha o valor de cada uma
picando a cor de pensar
o branco vazio no branco cheio
de que mar se faz o mar grande
o que cresce sem parar
e é grande...grande
de que mar se faz o mar pequeno
o que minga sem fim
e é enorme...enorme
ondas de imagens que se afastam
fechando momentos
concêntricas sensações
que se espalham lentas
por este moinho de tempo fino
ao vento ao sol e à chuva
aguardando tempo
de ser
momento
em cada cor
em cada som
em cada intervalo do infinito enredado
em cada migalha de sentir
este mundo e o sentir nele espelhado
nesta magia de sentir cada imagem
espalhada por nostalgia
sentida como poesia
indefinida forma de andar
ao sol e à chuva
passeando
azul de certeza
naquela imagem silenciosa
diminuindo e desaparecendo
no azul cor do céu
no oceano estampado
os olhos fecham as imagens
de as guardarem aconchegadas
no sentido de nunca o ter
no sonho de sentir as gotas
todas
de cada pequeno mar
de quanto espaço se faz o espaço de o sentir vazio
poesia de sentir o crescer das miudezas
correndo riachos
gotejando emoções
escorrendo tudo ao sabor de nada
em cada partícula que é tudo e todo
de pertencer
marco passos nesta areia que desliza seca
olho de novo a baleia enorme
nadando azul no azul que a engole
olho a vertigem imagem que se expande infinita
no universo indiferente
conto estrelas de as sentir alheias
como grãos de areia escorrendo dos dedos
olho da baleia o espelho de a sentir minha
diminuindo o universo num infinito diferente
de o sentir colado em cada sensação
de quantos pedaços se faz o inteiro
neste sentir aos pedaços a vida inteira
do azul que cresce se faz o azul que diminui
unindo mundos de miudezas
sentindo de cada agulha o valor de cada uma
picando a cor de pensar
o branco vazio no branco cheio
de que mar se faz o mar grande
o que cresce sem parar
e é grande...grande
de que mar se faz o mar pequeno
o que minga sem fim
e é enorme...enorme
ondas de imagens que se afastam
fechando momentos
concêntricas sensações
que se espalham lentas
por este moinho de tempo fino
ao vento ao sol e à chuva
aguardando tempo
de ser
momento
em cada cor
em cada som
em cada intervalo do infinito enredado
em cada migalha de sentir
este mundo e o sentir nele espelhado
nesta magia de sentir cada imagem
espalhada por nostalgia
sentida como poesia
indefinida forma de andar
ao sol e à chuva
passeando
domingo, 31 de dezembro de 2017
563365
Passos miúdos como conversas de dizer nada, ocupam o tempo todo e dizem tudo, sem pressa, no respirar de cada palavra, no sonho que fica entre tudo e o nada delimitado, pelo sentir de tudo em tudo..........
O tempo permite sentidos, que o tempo permite sentidos, vagas de sensações de espuma e cor diferente, ondulam e pintam, profundos vales e montes, da cor que apetece e do som que vibra nos tímpanos, encerradas sensações estremecidas.........
Esferas de segundos, preenchem as esferas de minutos........ de quantas cores se preenche a esfera dos 365 dias e noites?
?de quantos cinzentos se faz o negro
?de quantas arestas se faz o circulo burilado
o branco não ocupa espaço, está aqui e acolá, é o fundo das imagens todas, é a massa que tudo envolve, é o som antes do som, o eco que se escapa entre os sons, labirinto de contornar palavras, páginas e páginas de visões encerradas, entre linhas de sons esquecidos.......
De quantas tolices se faz a tolice de estar vivo, de quantos passos se faz o caminho direito, de andar às curvas, esquerda e direita e na rotunda sempre a direito, neste passo de apalpar caminho e o tentar sentir todo, em cada pergunta por interrogar, em cada resposta por acabar......
A paisagem dos dias e o sonho das noites, passam alheios como Poesia vagueando, passando para só serem, a paisagem, a nostalgia no que fica passeando os sentidos embotados, na novidade, maçã enrugada de um Estio doce e frio.....
O vento irrompe de tudo e atiça o pensamento de nada, estrelas que ninguém pode, em tudo passeiam e ocupam o espaço todo, como bolhas de sabão estourando e colorindo o tempo, enquanto dura o vento que as sopra de nada e as faz tudo, enquanto dura...
O tempo permite sentidos, que o tempo permite sentidos, vagas de sensações de espuma e cor diferente, ondulam e pintam, profundos vales e montes, da cor que apetece e do som que vibra nos tímpanos, encerradas sensações estremecidas.........
Esferas de segundos, preenchem as esferas de minutos........ de quantas cores se preenche a esfera dos 365 dias e noites?
?de quantos cinzentos se faz o negro
?de quantas arestas se faz o circulo burilado
o branco não ocupa espaço, está aqui e acolá, é o fundo das imagens todas, é a massa que tudo envolve, é o som antes do som, o eco que se escapa entre os sons, labirinto de contornar palavras, páginas e páginas de visões encerradas, entre linhas de sons esquecidos.......
De quantas tolices se faz a tolice de estar vivo, de quantos passos se faz o caminho direito, de andar às curvas, esquerda e direita e na rotunda sempre a direito, neste passo de apalpar caminho e o tentar sentir todo, em cada pergunta por interrogar, em cada resposta por acabar......
A paisagem dos dias e o sonho das noites, passam alheios como Poesia vagueando, passando para só serem, a paisagem, a nostalgia no que fica passeando os sentidos embotados, na novidade, maçã enrugada de um Estio doce e frio.....
O vento irrompe de tudo e atiça o pensamento de nada, estrelas que ninguém pode, em tudo passeiam e ocupam o espaço todo, como bolhas de sabão estourando e colorindo o tempo, enquanto dura o vento que as sopra de nada e as faz tudo, enquanto dura...
Subscrever:
Mensagens (Atom)