A palavra é uma imagem
repleta de som e cor
desliza janela de uma paisagem quieta
fundida nas linhas que unem tudo a tudo
A palavra é opaca
é de um espelho as duas faces negras
da janela de olhar nem reflexos se avistam
e a lua é um quarto escuro longe do sol
A palavra é musica
"floreando" verdades e infinitos
da janela se avistam caminhos por fazer
nas flores que ainda brilham de já feitos
A palavra é um furacão
de arrumar ideias perdidas pelos cantos
no centro se arrumam verdades das cores todas
todas unidas pela janela de as ver varridas e lentas
A palavra é um desfilar
de perder os sentidos menos
aqueles que ficam guardados na janela de os ter dentro
teias de nostalgias linhas de poesias
A palavra é um raio de luz
que ilumina a parede da sombra
da janela de ver tudo só é visto o que se pode
e é tudo( de ser nada) na linha do horizonte
domingo, 10 de setembro de 2017
domingo, 6 de agosto de 2017
AZUL PROFUNDO
Sentir o infinito
em cada ínfima sensação
que se perde
na que lhe sucede
que se ganha
na que segue
de esgotar os momentos
se faz o antes e o depois
o intervalo das cadeiras arrastadas
como silêncio
paragem
passagem de um frémito
de haver luz e sombra
e vida para sentir
...tenho o silêncio dos sons todos...
nos dias de parecer
que há um sonho
por agarrar
e o Mundo todo é um imenso deus
que vive em cada partícula
e morre em cada uma
derramar gotas
desamarrar sonhos
veleiros
de um mar que transborda
e molha os pés de sentir
os segundos todos
escavados na areia
neste caminhar que se apaga
eco do silêncio dos sons todos
percutido no escuro de sentir a luz
como miragem
de sentir que penso
de pensar que sinto
de cada som a diferença
que o permite único
a beleza resguardada em cada gota quieta
plena e completa
ressoando festiva
ressoando lamentos
no silêncio de o ter dentro
escuro quieto
luz que ilumina os sons do silêncio todo
recreio do infinito rolando lento
recriando sem pressa
rodando
breves voltas
que se fecham no sentir de cada instante
a volta de voltar ao instante que não volta
unindo tempo como nós
de uma rede que tudo apanha
e nada rasga do tempo que a faz
com as linhas que surgem
que se unem
que quebram
que acabam
e ficam
segunda-feira, 3 de julho de 2017
3 de Julho.
Hoje e hoje e sempre, sinto intermitente como luz e logo densa sombra, esta lógica de a ver, de não a ter, de não haver em tudo como se tudo fosse o escarro de nada.
De quantas palavras se faz um dia? Um só de cada vez, delicado, pensado e vivido no correr de cada instante, infinito perdido no ganhar de cada um. Não e sim e o sorriso que se prolonga, negro e branco e o cinzento que adensa a cor, de a querer, de a perder.
Como areia que se une, o cimento da cabeça, o peso de erguer os pés, neste alheio sentir...e querer... e sentir a leveza de cada instante, no peso guardado de cada instante. Olhos percorrendo mundos, a visão de todos, ilusão de momentos, cegueira dos instantes todos, passageiros de estarem fora da carruagem que a todos leva.
Viagem é uma viagem de contar ou descontar
sonhos de dormir
aos sonhos de acordar
nas imagens fora das palavras
corrente que se afunda longamente
esquecida de ancorar
eternamente
o tempo de cada mentira, na verdade de cada instante fundeado
o afundar de cada verdade e navegar, navegar cada instante
flutuante de haver mar fundo e céu largo
e
estrelas de estarem lá
ou serem só o reflexo de as querer
lá
no abraço doido
que à oito anos eu dei
ao meu filho perdido
que hoje hoje
ainda tenho.....................
De quantas palavras se faz um dia? Um só de cada vez, delicado, pensado e vivido no correr de cada instante, infinito perdido no ganhar de cada um. Não e sim e o sorriso que se prolonga, negro e branco e o cinzento que adensa a cor, de a querer, de a perder.
Como areia que se une, o cimento da cabeça, o peso de erguer os pés, neste alheio sentir...e querer... e sentir a leveza de cada instante, no peso guardado de cada instante. Olhos percorrendo mundos, a visão de todos, ilusão de momentos, cegueira dos instantes todos, passageiros de estarem fora da carruagem que a todos leva.
Viagem é uma viagem de contar ou descontar
sonhos de dormir
aos sonhos de acordar
nas imagens fora das palavras
corrente que se afunda longamente
esquecida de ancorar
eternamente
o tempo de cada mentira, na verdade de cada instante fundeado
o afundar de cada verdade e navegar, navegar cada instante
flutuante de haver mar fundo e céu largo
e
estrelas de estarem lá
ou serem só o reflexo de as querer
lá
no abraço doido
que à oito anos eu dei
ao meu filho perdido
que hoje hoje
ainda tenho.....................
domingo, 4 de junho de 2017
Escher
Escher e o espelho mágico
imagem que é palavra
e nela se repete sempre diferente
o tempo que modifica o sentir
de cada imagem
de cada instante
de cada espaço imagem
de cada tudo que é um nada
que se acaba
as camadas de tempo
verniz que anoitece o dia
esbatendo as formas e os sentimentos
que anoitecem noite e dia
neste passar imperfeito
deste tempo perfeito
início e fim de cada momento
no afago de cada instante
no sentir consciente e mínimo
o que sou em cada esgar
sorriso de consciência mínima
que o meu filho me oferece
em cada afago que lhe faço
espelho repetindo mar fundo
sem curvas e distante
como gozo de um dia de melancolia
noites longas de nostalgia
neste sentir noite e dia
o infinito da poesia
nas mãos que guardam
cada afago
que lhe faço
imagem que é palavra
e nela se repete sempre diferente
o tempo que modifica o sentir
de cada imagem
de cada instante
de cada espaço imagem
de cada tudo que é um nada
que se acaba
as camadas de tempo
verniz que anoitece o dia
esbatendo as formas e os sentimentos
que anoitecem noite e dia
neste passar imperfeito
deste tempo perfeito
início e fim de cada momento
no afago de cada instante
no sentir consciente e mínimo
o que sou em cada esgar
sorriso de consciência mínima
que o meu filho me oferece
em cada afago que lhe faço
espelho repetindo mar fundo
sem curvas e distante
como gozo de um dia de melancolia
noites longas de nostalgia
neste sentir noite e dia
o infinito da poesia
nas mãos que guardam
cada afago
que lhe faço
terça-feira, 18 de abril de 2017
De quem...e de ninguém
Tropeça o sentir lento
que voa sempre à frente
de quem vê
de quem sente
pequenos frémitos
grandes anseios
pequenos
tropeções
apontados sempre
para fora
do centro que os amarra
rodando tempo
de todos
de ninguém
tempo
somente
escorrendo
lento
voando silencioso
no tempo
de não ter tempo
que voa sempre à frente
de quem vê
de quem sente
pequenos frémitos
grandes anseios
pequenos
tropeções
apontados sempre
para fora
do centro que os amarra
rodando tempo
de todos
de ninguém
tempo
somente
escorrendo
lento
voando silencioso
no tempo
de não ter tempo
domingo, 16 de abril de 2017
Dos lados
Do lado de cá,
nunca do outro lado
se faz o esforço de entender
o lado dos universos,
o polido
o lado negro e a luz diferente
que se reflecte ou se engole
enrolando lenta
o entender de nunca
o fazer
nunca do outro lado
se faz o esforço de entender
o lado dos universos,
o polido
o lado negro e a luz diferente
que se reflecte ou se engole
enrolando lenta
o entender de nunca
o fazer
Espera
Para onde
se somem as ideias?
ilusão de as ter
visionadas como tiques
repetidos
e nem assim aprendidos
de que palavras são feitas
estas faíscas
de pensar que se pensa
neste ocupar da espera
olhando o cruzar e descruzar
do olhar
e das pernas o cansar'
se somem as ideias?
ilusão de as ter
visionadas como tiques
repetidos
e nem assim aprendidos
de que palavras são feitas
estas faíscas
de pensar que se pensa
neste ocupar da espera
olhando o cruzar e descruzar
do olhar
e das pernas o cansar'
Subscrever:
Mensagens (Atom)