Hoje e hoje e sempre, sinto intermitente como luz e logo densa sombra, esta lógica de a ver, de não a ter, de não haver em tudo como se tudo fosse o escarro de nada.
De quantas palavras se faz um dia? Um só de cada vez, delicado, pensado e vivido no correr de cada instante, infinito perdido no ganhar de cada um. Não e sim e o sorriso que se prolonga, negro e branco e o cinzento que adensa a cor, de a querer, de a perder.
Como areia que se une, o cimento da cabeça, o peso de erguer os pés, neste alheio sentir...e querer... e sentir a leveza de cada instante, no peso guardado de cada instante. Olhos percorrendo mundos, a visão de todos, ilusão de momentos, cegueira dos instantes todos, passageiros de estarem fora da carruagem que a todos leva.
Viagem é uma viagem de contar ou descontar
sonhos de dormir
aos sonhos de acordar
nas imagens fora das palavras
corrente que se afunda longamente
esquecida de ancorar
eternamente
o tempo de cada mentira, na verdade de cada instante fundeado
o afundar de cada verdade e navegar, navegar cada instante
flutuante de haver mar fundo e céu largo
e
estrelas de estarem lá
ou serem só o reflexo de as querer
lá
no abraço doido
que à oito anos eu dei
ao meu filho perdido
que hoje hoje
ainda tenho.....................
segunda-feira, 3 de julho de 2017
domingo, 4 de junho de 2017
Escher
Escher e o espelho mágico
imagem que é palavra
e nela se repete sempre diferente
o tempo que modifica o sentir
de cada imagem
de cada instante
de cada espaço imagem
de cada tudo que é um nada
que se acaba
as camadas de tempo
verniz que anoitece o dia
esbatendo as formas e os sentimentos
que anoitecem noite e dia
neste passar imperfeito
deste tempo perfeito
início e fim de cada momento
no afago de cada instante
no sentir consciente e mínimo
o que sou em cada esgar
sorriso de consciência mínima
que o meu filho me oferece
em cada afago que lhe faço
espelho repetindo mar fundo
sem curvas e distante
como gozo de um dia de melancolia
noites longas de nostalgia
neste sentir noite e dia
o infinito da poesia
nas mãos que guardam
cada afago
que lhe faço
imagem que é palavra
e nela se repete sempre diferente
o tempo que modifica o sentir
de cada imagem
de cada instante
de cada espaço imagem
de cada tudo que é um nada
que se acaba
as camadas de tempo
verniz que anoitece o dia
esbatendo as formas e os sentimentos
que anoitecem noite e dia
neste passar imperfeito
deste tempo perfeito
início e fim de cada momento
no afago de cada instante
no sentir consciente e mínimo
o que sou em cada esgar
sorriso de consciência mínima
que o meu filho me oferece
em cada afago que lhe faço
espelho repetindo mar fundo
sem curvas e distante
como gozo de um dia de melancolia
noites longas de nostalgia
neste sentir noite e dia
o infinito da poesia
nas mãos que guardam
cada afago
que lhe faço
terça-feira, 18 de abril de 2017
De quem...e de ninguém
Tropeça o sentir lento
que voa sempre à frente
de quem vê
de quem sente
pequenos frémitos
grandes anseios
pequenos
tropeções
apontados sempre
para fora
do centro que os amarra
rodando tempo
de todos
de ninguém
tempo
somente
escorrendo
lento
voando silencioso
no tempo
de não ter tempo
que voa sempre à frente
de quem vê
de quem sente
pequenos frémitos
grandes anseios
pequenos
tropeções
apontados sempre
para fora
do centro que os amarra
rodando tempo
de todos
de ninguém
tempo
somente
escorrendo
lento
voando silencioso
no tempo
de não ter tempo
domingo, 16 de abril de 2017
Dos lados
Do lado de cá,
nunca do outro lado
se faz o esforço de entender
o lado dos universos,
o polido
o lado negro e a luz diferente
que se reflecte ou se engole
enrolando lenta
o entender de nunca
o fazer
nunca do outro lado
se faz o esforço de entender
o lado dos universos,
o polido
o lado negro e a luz diferente
que se reflecte ou se engole
enrolando lenta
o entender de nunca
o fazer
Espera
Para onde
se somem as ideias?
ilusão de as ter
visionadas como tiques
repetidos
e nem assim aprendidos
de que palavras são feitas
estas faíscas
de pensar que se pensa
neste ocupar da espera
olhando o cruzar e descruzar
do olhar
e das pernas o cansar'
se somem as ideias?
ilusão de as ter
visionadas como tiques
repetidos
e nem assim aprendidos
de que palavras são feitas
estas faíscas
de pensar que se pensa
neste ocupar da espera
olhando o cruzar e descruzar
do olhar
e das pernas o cansar'
quarta-feira, 12 de abril de 2017
Ter ou não ter
O silêncio tem por vezes
a cara gritante
de o ser, ser
mascara que engole os rostos todos
ser
silêncio
sem mascaras
engolindo pausas que respiram
o silêncio
o silêncio
tesouro de poder ser
de poder ter
tudo e o nunca
por vezes em silêncio
às vezes
caindo suavemente
no universo
no deserto
num P 38 trespassando arcos
de cores transparentes
de tempo
sem tempo
terça-feira, 11 de abril de 2017
O negro do branco
Conciliar as diferenças
nivelando-as na tolerância
e deixando correr o tempo
que esbate as cores e desgasta as formas
enquanto os sonhos grandes
e as ilusões pequenas
se unem
e se perdem em cada instante
das importâncias
que se recuperam
todas
no fim
nivelando-as na tolerância
e deixando correr o tempo
que esbate as cores e desgasta as formas
enquanto os sonhos grandes
e as ilusões pequenas
se unem
e se perdem em cada instante
das importâncias
que se recuperam
todas
no fim
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